Estas necessidades de redução acelerada do défice orçamental e da dívida pública em geral, ao longo destes últimos três anos, fizeram repercutir no desempenho económico do País uma grande destruição do tecido empresarial, a qual, no entanto e face ao crescimento da atividade económica, se atenuou em 2014, reduzindo-se em cerca de 20 %, face ao ano anterior, o número de insolvências (atestado pela declaração judicial de insolvência de 4.386 empresas das quais cerca de 21 % pertenciam ao sector da Construção – fonte AECOPS). Boa notícia, logicamente relacionada com o crescimento económico, é a redução do desemprego, embora de forma tímida, tendo diminuído homologamente em cerca de 15,15% (dados INE), donde resultam 726.100 pessoas registadas como desempregadas em 2014, o que não sendo prestigiante para a nossa economia e com todo o dramatismo e problemas sociais relevados por tais números, poderá ser ligeiramente atenuado pelo registo do crescimento do emprego em cerca de 1,6% (correspondendo a um universo de cerca de 4,5 milhões de pessoas empregadas). A taxa de desempregou fixou-se assim nos 13,9%, contrastando com os 16,2% verificados em 2013. Já preocupantes são as tenções deflacionistas, sendo que se verificou uma variação negativa dos preços ao consumidor de -0,3 %, contra as variações positivas anteriores, que em 2013 foram de 0,3 % (sinal sintomático), após os 2,8 % de 2012 e os 3,7 % verificados em 2011. Over the past three years, this need for an accelerated reduction of the budget deficit and public debt in general has impacted the country’s economic performance with the mass destruction of Portuguese businesses, which, however, in view of economic growth, slowed down in 2014, and the number of insolvencies fell by about 20% on the previous year (confirmed by the judicial declaration of insolvency of 4.386 companies, of which about 21% belonged to the construction sector – source AECOPS). The good news, logically related to economic growth, is the reduction of unemployment, albeit timid, which decreased by approximately 15.15% year-on-year (INE figures), with 726,100 people registered as unemployed in 2014, which, although it does not give credit to the Portuguese economy and with all the drama and social problems brought about by such figures, could be slightly mitigated by the fact that employment grew by about 1.6% (corresponding to approximately 4.5 million employed people). The unemployment rate settled at 13.9%, compared to 16.2% reported in 2013. However, the deflationary pressures are worrying, since consumer prices fell by 0.3%, against the increases recorded in previous years, i.e. 0.3% in 2013 (indicative sign), following 2.8% in 2012 and 3.7% in 2011. 19
Relatório e Contas - EPOS 2014
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